Monday, 18 December 2017
Artigo: Escolha de Câmeras CFTV
Escolha de Câmeras CFTV

ESCOLHA DE CÂMERAS DE CFTV

Função da Câmera– através da Lente, a luz transmitida por um objeto em uma determinada cena, focada em um determinado plano, converge para o sensor fotossensível CCD (Charging Coupling Device) localizado logo atrás da Lente– em seu ponto focal- que sensibilizado envia o sinal para o circuito eletrônico da Câmera, que o amplifica e transmite para o Monitor – onde a imagem será reproduzida. A Lente funciona como o olho humano, o CCD como a retina e o conjunto Câmera-Monitor como o cérebro.

 


 

Câmera Analógica:

Equipamento ótico-eletrônico que filma imagens e grava sons em DVR- Digital Vídeo Record, permitondo o acesso às imagens via Intranet (rede local) ou Internet, permitindo o monitoramento e a reprodução de sons.

Não necessita de computador dedicado (local) para o monitoramento, tão somente de conexão com a rede de computadores (geralmente dedicada) ou Internet- sendo os vídeos processados por Software de Monitoramento, Gerenciamento e Gravação de Imagens específico- instalado no DVR.

Remotamente, as imagens são capturadas através de Browsers (navegadores), disponíveis em todos Computadores conectados à Internet, podendo ser gravadas e recuperadas através de software próprio.

 

Câmera IP:

Equipamento ótico-eletrônico que filma e transmite imagens via Intranet (rede local) ou Internet, utilizando Protocolos de Transmissão de Dados TCP/IP, permitindo o monitoramento e a gravação do vídeo.

Pode atingir resoluções de até 2592 x 1944, ou 5Megapixels- de alta qualidade, permitindo recursos como PTZ, fotos instantâneas, tratamento e edição de imagens, reconhecimento de falta de objetos, ampliação da base instalada limitada apenas a capacidade do Servidor e da Rede, etc.

Não necessita de DVR local para o monitoramento, tão somente de conexão com a rede de computadores (geralmente dedicada) ou Internet- sendo os vídeos processados por Software de Monitoramento, Gerenciamento e Gravação de Imagens específico- instalado em um Servidor voltado para este fim.

Remotamente, as imagens são capturadas através de Browsers (navegadores), disponíveis em todos Computadores conectados à Internet, podendo ser gravadas e recuperadas através de software próprio.

Entretanto a limitação desta tecnologia está limitada a atual performance da Internet em termos de largura da banda- aquém da capacidade de transmissão do volume de dados de imagens gerados.

 

Especificação das Câmeras

Com relação a cores captadas e reproduzidas existem Câmeras branco e preto e coloridas. Em termos de sensibilidade, existem Câmeras com alta, média ou baixa capacidade, representada pela unidade de medida Lux- que quanto menor for mais sensível será a câmera. Em termos de foco- representado por F1.2, F1.4, F1.6, F1.8, F2.0- quanto menor for o número compondo o F, maior será a abertura do foco e portanto de entrada de luz.

 

 Em termos de família, as câmeras de CFTV se classificam em dois grupos:

Mini-câmeras- unidades compactas geralmente do tamanho e formato de uma caixa de fósforos- com recursos técnicos parciais embora permitam o intercâmbio de Lentes simples;

Câmeras– equipamentos de maior dimensão, precisão, recursos e preços, possuindo muito mais opções técnicas em termos de intercâmbio de Lentes- tipo Zoom, Auto-Íris e outras. A íris imita o olho humano, controlando a quantidade de luz que adentra na câmera.

 

Em termos de CCD, sua adequada constituição e tamanho é fundamental para a qualidade da imagem gerada. Existem CCDs de 1″, 2/3″, 1/2″, 1/3″, 1/4″, sendo os assinalados em negrito os utilizados em CFTV. O número de Pixels- que são os menores pontos de uma imagem- determina a qualidade de resolução do CCD. Um CCD de 1/3 polegada teoricamente será melhor do que outro de 1/4 polegada, mas existem CCDs menores com material construtivo superior, que compensam a diminuição do tamanho. Assim, em termos de qualidade da imagem produzida, é mais comum se referir ao número de linhas que a Câmera produz- as TVLines ou TVL. Quanto maior for o número de TVL, melhor será a resolução.

 

Constituição do Sistema

Exposição– o conjunto Câmera-Lente deve ser escolhido para atender todas as particularidades do local monitorado, tipo ambiente interno ou externo, distância do objeto, amplitude da imagem a ser captada, etc.

 

Luminosidade: a intensidade e variação da incidência de luz do ambiente monitorado, inclusive operações diurnas e noturnas, deve ser seriamente considerada.

Em aplicações internas com razoáveis flutuações de luminosidade ou em aplicações externas sem direta incidência solar, a tecnologia da Íris Eletrônica- existente em boas Mini-Câmeras e Câmeras, é satisfatória. Entretanto, na ocorrência de grandes flutuações de luminosidade, exige-se que as Lentes sejam Auto-Íris, servindo como filtros primários- existentes apenas em Câmeras. As Mini-Câmeras (boas) possuem apenas a Íris Eletrônica, não sendo recomendadas nestes casos.

Câmera instalada em ambiente interno, porém focalizando porta ou janela com forte incidência de luz solar externa, exige função BLC (Back Light Compensation) ou compensação de luz de fundo, além de Lente Auto-Íris, neutralizando o excesso de luz sem escurecer a imagem proveniente da parte interna do ambiente.

Já as Câmeras Low Light conseguem produzir imagens a cores em ambientes com pouca iluminação, devido sua alta sensibilidade e constituição.

 

Equilíbrio: todo o conjunto de equipamentos do sistema CFTV deve ser adequadamente dimensionado, objetivando a qualidade da monitoração esperada. Câmeras de alta e baixa resolução irão produzir imagens diferentes. Monitor de alta resolução conectado a Câmeras de baixa qualidade originará imagens niveladas por baixo- e vice-versa. Monitores pequenos- tipo 14″- não permitirão mostrar numa só tela detalhes de imagens provenientes de várias Câmeras. Sinais debilitados, devido a grande distância das Câmeras, deverão ser amplificados, e a qualidade dos cabos e conectores deve ser adequada.

As Fontes de Alimentação devem gerar energia adequada e estável e tensão suficiente para os circuitos das Câmeras, não prejudicando a qualidade das imagens. O mesmo ocorre com a qualidade da instalação em termos de conexões, cabos e ajustes.

 

Operação e Localização da Câmera

A adequada instalação da Câmera em termos de localização, envolvendo posição horizontal e altura, deve ser definida pelo movimento de pessoas , espaços existentes, ângulos mortos e iluminação, sendo um dos principais itens do projeto.

Campo de Visão: Para calcular o tamanho da imagem que vamos obter no Monitor três informações são requeridas:

 

Características Técnicas Complementares

 Câmera Day/Night

Permite a reprodução de imagens em ambientes com adequada ou pouca luz- esta última condição geralmente a noite. A Câmera altera automaticamente o status de captação de imagens, do Modo Colorido para o Modo Branco e Preto, de acordo com as condições de luminosidade existentes, não granulando cenas e reproduzindo-as com melhor qualidade.

Explicação: como a noite ou ambientes escuros expõem somente as cores branca e nuances cinzas- a maior acuidade do branco e preto frente ao colorido permite a captação de imagens com melhor qualidade. Com adequada iluminação a Câmera volta automaticamente a ser colorida, permitindo o monitoramento mais consistente em ambas condições.

Exemplo:

 

WDR- Wide Dynamic Range:

Câmeras convencionais expostas a grandes diferenças de iluminação, principalmente focalizando janelas, tendem a produzir imagens com fortes sombras. A função WDR permite que o monitoramento seja possível nestas condições, em especial dentro de um prédio- observando o exterior durante o dia.

Explicação: em grandes diferenças de iluminação o WDR opera um obturador com dupla velocidade (dual-speed), permitindo a filmagem distinta de ambas condições do ambientes, reproduzindo-as concomitantemente- resultando em imagens naturais.

Exemplo:

 

 AWB- Auto White Balance:

O Auto-Balanço do Branco assegura adequada representação das cores claras do ambiente filmado, sem distorcer para o vermelho ou azul. Presente em boas câmeras CCD coloridas, que independentemente de adequada resolução e condições mínimas de iluminação, exigem acurada reprodução de cores.

Explicação: A câmera é calibrada expondo-a a cor branca, procedimento que parametriza fatores de correção em sua memória, que são utilizados para equalizar as outras cores.

Exemplo:

 

Em ESCOLHA DE LENTES veja tabela básica que correlaciona estes três elementos.


Ultima atualização: 28/01/2013 - 9 Comentários
Comentários:
  1. rubens disse:

    Parabéns pela esclarecedora reportagem!! Mostra que a empresa leva a sério o que faz! Continuem assim!

  2. VALDMEIR disse:

    PARABÉNS!SIMPLES E TÉCNICO; CONTRIBUIU EM MUITO SANANDO MINHAS DÚVIDAS.

  3. Tatiana disse:

    texto ótimo, muito obrigada! muito esclarecedor

  4. Aguinaldo disse:

    Parabéns. Texto profissional e objetivo. O melhor que encontrei com explicações sobre CFTV.

  5. Luiz Carlos Atavila disse:

    Parabéns pelo artigo ,demonstra profissionalismo da empresa .

  6. Adriano de Petrini disse:

    Concordo com o colega, o texto é bem objetivo e resumido, mesmo assim aborda os princípios fundamentais do CFTV. Interessante aos iniciantes e aos mais experientes no assunto. Certamente me inspirou a pensar numa nova forma de explicar aos meus clientes como a “coisa” funciona. Parabéns.

  7. Parabéns. Explanação de temas complexos de forma sucinta mas objetiva.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *